Ensino de ciências e metodologias ativas: análise de práticas aplicadas no ensino fundamental
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Data
2021-06-15
Autores
Orientador
Pereira, Jocilene Gordiano Lima Tomaz
Título da Revista
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Editor
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Campus
Campus Senhor do Bonfim
Resumo
Nesse estudo, buscou-se responder a seguinte problemática: quais Metodologias Ativas estão sendo utilizadas na prática docente e se a utilização dessas Metodologias Ativas promove aprendizagem significativa e a motivação dos alunos no ensino de Ciências do Ensino Fundamental? Por tratar-se de pesquisa bibliográfica, tomou-se como objeto de análise quatro (04) artigos publicados no Portal CAPES/MEC, no período 2015 a 2020, que abordaram a temática. O objetivo que norteou esse trabalho foi investigar Metodologias Ativas que estavam sendo utilizadas no ensino de Ciências, bem como as suas contribuições para a aprendizagem significativa e motivação do estudante do Ensino Fundamental. Os dados coletados apontaram para a utilização de quatro modalidades de Metodologias Ativas: Problematização, Investigação, Mapas Conceituais e Jogos. Essas abordagens metodológicas, ao serem analisadas à luz dos sete princípios basilares: aluno protagonista, autonomia, reflexão, problematização da realidade, trabalho em equipe, inovação, professor mediador-facilitador, propostos por Diesel, Baldez e Martins (2017), apresentaram coerência e atenderam a esses requisitos. Além desses, os resultados desse estudo substanciaram dois outros princípios que demonstraram ser propulsores e foram considerados fundamentos essenciais para a caracterização de Metodologias Ativas. Por essa razão, essa investigação propõe a inclusão de dois novos princípios basilares aos defendidos pelas pesquisadoras Diesel, Baldez e Martins, (2017): a aprendizagem significativa e a motivação. Entretanto, os dados mostraram também que as metodologias ativas ainda são abordadas de modo disciplinar, avançando pouco em direção a uma abordagem mais profunda (inovadora), como defendida por Moran (2015), o que possibilita não só o protagonismo do estudante no espaço escolar, mas, e sobretudo para além dele, constituindo-se como espaço de exercício de cidadania reflexiva-crítica, ativa-participativa e resiliente-inclusiva.
