Pinturas rupestres da tradição nordeste em Sento Sé - BA

Resumo

O território brasileiro está repleto de testemunhos arqueológicos que guardam importantes evidências da história da colonização humana no continente americano. Destaca-se um tipo especial de testemunho da presença humana pré-histórica. São as pinturas rupestres realizadas por diferentes grupos em vários períodos da pré-história. (GASPAR, 2003). O registro rupestre foi, por isso, um dos temas mais importantes no começo da Arqueologia Brasileira. No século XIX, tinha-se a ideia de que os grupos pré-históricos realizavam grafismos rupestres pelo prazer estético. Interpretava-se, então, os painéis desses registros gráficos como forma de representação artística ou mágica. Advém daí o costume de mencionar os grafismos pré-históricos realizados em pedra como arte rupestre. Na década de 1970, Laming-Emperaire e Leroi-Gourhan revolucionaram a pesquisa sobre grafismos rupestres na Europa e influenciaram a Arqueologia Brasileira. Demonstraram que, no processo de elaboração dos grafismos, os grupos pré-históricos seguiam leis naturais. Propuseram que os registros rupestres foram feitos de maneira sistemática e não ao acaso. A partir de então, os registros rupestres começaram a ser tratados como composições padronizadas pelas especificidades gestuais próprias da identidade dos seus autores. As representações gráficas passaram, então, a ser explicadas como símbolos materializados das ideias dos seus autores.

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