Da Metonímia à Metáfora no Submédio São Francisco

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2024-11-16

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Resumo

Pelo parâmetro da cognoscibilidade dominante, relacionada com longo tempo e amplo espaço, atribuem-se conjuntos de pinturas e gravuras rupestres a grupos ligados a tradições. Assim, filiam-se os grupos com sistema de comunicação majoritariamente metonímico à Tradição Nordeste e os grupos de comunicação soberanamente metafórica, à Tradição São Francisco. Nos painéis de pintura rupestre da Tradição Nordeste, Subtradição Várzea Grande, estilo Serra da Capivara, realizados na área do Parque Nacional Serra da Capivara, a representação da temática relativa à sexualidade, por ser metonímica, demandava a presença de figuras humanas em que se evidenciava explicitamente a cópula. No Submédio São Francisco observou-se que se enfatizava a representação da vulva em relação a outra figura, provavelmente masculina, cujo falo não evidenciava. Em outro painel identificou-se a representação da vulva dissociada do corpo feminino (metafórica). Esse padrão se evidencia e vários painéis da região. Essa constatação permite propor que o “silencioso” desaparecimento da tradição Nordeste, há seis mil anos, aconteceu pela evolução do sistema de comunicação dos grupos da Tradição Nordeste, econômica e tecnicamente mais frágeis que os da Tradição São Francisco.

Abstract

Citação

KESTERING, Celito; SILVA. Vanessa Cosma da. Da Metonímia à Metáfora no Submédio São Francisco. In: OLIVEIRA, Gabriel Frechiani de; PAIVA, Leandro; COTES, Marcial; JUSTAMAND, Michel; ALMEIDA, Vitor José Rampaneli. (Orgs.) Arte Rupestre Brasileira: múltiplas Visões. V. 2. Embu das Artes - SP: Alexa Cultural; Manaus - AM: EDUA, p. 27-50, 2024.

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